
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, seguiu o pessimismo externo e fechou em forte queda de 3,76%, a 53.893 pontos. O mau humor chegou a ser mais intenso e a baixa do índice beirou os 6% no intraday. O volume financeiro foi de R$ 5,994 bilhões.
Já no mercado de câmbio, indicando uma saída expressiva do capital estrangeiro, o dólar comercial disparou 3,27%, para R$ 1,9270.
Em termos de agenda econômica, a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) reforçou a possibilidade de a política monetária brasileira ser conduzida com maior parcimônia, trazendo a perspectiva de eventuais cortes menores na Selic num futuro próximo.
Ações da Klabin despencaram
Em um pregão de perdas generalizadas, os papéis preferenciais da Klabin despencaram 6,90%, para R$ 6,20, após a empresa ter reportado seus resultados relativos ao segundo trimestre na manhã desta quinta-feira.
Nenhum integrante do Ibovespa apresentou valorização.
As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 | |||
| KLBN4 | Klabin PN | 6,20 | -6,90 | +18,45 | 13,48M | |||
| NATU3 | Natura ON | 24,30 | -6,89 | -17,62 | 40,03M | |||
| BRKM5 | Braskem PNA | 16,25 | -6,60 | +9,46 | 38,15M | |||
| CPFE3 | CPFL Energia ON | 36,80 | -6,36 | +28,84 | 34,68M | |||
| SDIA4 | Sadia PN | 8,38 | -6,26 | +19,95 | 26,77M | |||
A forte apreciação da moeda norte-americana também foi influenciada pela disparada do risco-país. Há pouco, o indicador operava em 219 pontos, alta de 23 pontos frente à última quarta-feira.
Mantendo sua rotina de intervenções no mercado cambial, o Banco Central, no final desta sessão, realizou um novo leilão de compra de dólares à vista. Na operação, a taxa de corte definida foi de R$ 1,925. O número de propostas aceitas não foi divulgado.
Dólar comercial encerra o dia cotado a R$ 1,927
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,9250 na compra e R$ 1,9270 na venda, forte alta de 3,27% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,0900, representando um ágio de 8,57% em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 0,10% em julho, frente à baixa de 1,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 9,83%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em forte alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto encerrou o dia cotado a R$ 1.928, forte alta de 3,29% em relação ao fechamento de R$ 1.867 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em forte alta de 3,20%, atingindo R$ 1.937 frente à R$ 1.877 do fechamento de ontem.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,9290.


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